domingo, 26 de agosto de 2012

#5

O dia hoje foi completamente lotado. Depois de uma caça ao tesouro pela cidade (na qual eu subi até o último andar do Old Bank, o que significa centenas de degraus...), eu, Bengisu (Turquia) e Markéta (República Tcheca) fomos fazer compras em Mepas, que é um shopping gigantesco aqui da cidade. Ficamos passeando pelas lojas, tudo aqui é muito barato!
O que todo mundo faz aqui é "go for a coffee". Quer conhecer alguém? Convide a pessoa pra tomar café em algum bar ou limonada no Old Men's... Nada melhor do que isso. Mas Bengisu, Markéta e eu nos damos muito bem. Então nosso café da tarde, depois de termos desistido de assistir Step Up 4, foi incrível.
À noite, todos nós tivemos Open Mic. Basicamente, karaokê. Foi demais. Mas estou completamente exausta. Dancei músicas de todas as línguas possíveis e, sim, contra a minha ideologia, eu cantei Ai Se Eu Te Pego junto com outros que surpreendentemente sabiam a letra. Claro que todo mundo sabe a coreografia e todo mundo dançou.
O engraçado é que o povo sempre pergunta pra mim "You are brazilian, right?! Do you have some brazilian moves?". Deveria eu ter? Porque eu acho que não tenho... 

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

aquele momento em que... #2

... você está sentada no último e sexto andar de um prédio comercial, tomando Coca Cola, olhando pra vista da cidade, praquele prédio laranja gigantesco onde você vai estudar pelos próximos dois anos... E você olha em volta e tem dois austríacos, uma tcheca, um alemão e um holandês sentados na mesma mesa que você. Isso é UWC.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

moradora de primeira viagem

Nessas 23h que eu passei em Mostar eu consegui:

  • Me perder pela cidade graças à Christina (Austria) que disse que a gente tinha que ir pro lado esquerdo e insistiu que eu não sabia pra onde a gente estava indo quando eu falei que era pra direita.
  • Descobrir que a água que todo mundo bebe, da torneira, vem do rio Neretva, que também é pra onde vai o nosso coco e xixi. YES
  • Perder o jantar.... (como eu ia saber que era às 18h se ninguém me avisou?!)
  • Tomar os dois melhores sorvetes da minha vida (só porque tá 42ºC e eu estou fritando)
Entre outras coisas...

Acordei agora a pouco por causa do maldito jet lag. E não sei onde ninguém está. Aparentemente, meu andar (onde moram mais ou menos 30 pessoas) está vazio... E a minha vontade de sair do quarto é zero, porque ele é bem fresquinho comparado aos outros e à lá fora.
Sobre esse primeiro dia... Só posso dizer que é estranho dizer "eu vou morar 2 anos aqui". Porque a sensação que eu tenho é que vim passar umas duas semanas e logo volto pra casa... Quando será que a ficha vai cair?

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

uma astrid atrasada e um rg

Antes de embarcar para Munique, tive que dar tchau pra pessoas muito queridas. Pessoas que tomaram um tempo do seu dia, mataram aula e treino para me ver pela última vez antes de Dezembro.
Foi um "até logo" difícil. Choradeira... Muito carinho e longos abraços.
Eu sei que depois que eu dei tchau pra eles, descobriram que tinha uma pessoa filmando. É, a série "Chegadas e Partidas" da Astrid Fontenelle. Aparentemente eu vou aparecer nisso aí.... E o engraçado é que o cara ainda reclamou que tinha chegado atrasado, senão teria me entrevistado.... Ainda bem que não chegou antes...
Mas fora isso, quando fui passar pela Polícia Federal (que amém não estava em greve), eu quase mijei nas calças quando o cara pediu meu RG e eu percebi que não tinha trazido o original. O pior é que ele deu risada quando pegou minha cópia autenticada. E eu quase chorei. Ele falou "só um minutinho" e saiu. Foram longos minutinhos. Não sabia se voltava correndo pros meus pais e mandava eles buscarem meu RG (porque, afinal, super ia dar tempo...), se fugia, se saia correndo e embarcava no avião antes do cara voltar (brincadeira)... Quando o cara voltou, falou "tudo certo" e eu quase abracei ele.
Ouvi meu nome sendo chamado e vi que era a última chamada pra embarcar no vôo LH 505. Saí correndo.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

despedida: vídeo e festa

Nesse exato momento, minha cara deve estar inchada enquanto lágrimas continuam escorrendo pelos meus olhos. Quem me conhece sabe que eu não costumo chorar. Mas nos últimos 44 minutos e 10 segundos, eu assisti parte da minha vida passar diante dos meus olhos.
Eu assisti ao vídeo que foi feito por duas das melhores pessoas que eu encontrei nesse mundo: Isabel Lima e Laila Kontic. As duas coletaram depoimentos de pessoas inesquecíveis e indescritíveis do Vera e do Santa. Eu vi tantas pessoas especiais passarem diante dos meus olhos, falando coisas lindas e me desejando felizes dois anos. E mal sabem elas o quanto eu sorri e o quanto eu chorei com inocentes palavras, sorrisos, piadinhas (principalmente sobre o meu tamanho.... quem fez sabe haha), músicas (talento é pra poucos, Flavia, Cla Limongi, Gabi, Renata, Helena, Berê, Bia, Cata, Sol) e, acima de tudo, carinho. Mal sabem Clara Werneck, Bia Galvão (ri muito!), Isabel Lima, Heloisa Prado, Laila Kontic, Marina Dias (nem um pouco ridícula!), Mariana Amaral e tantos outros que me fizerem chorar ridiculamente na frente do meu computador, à uma da manhã. Mal sabem o quanto eu sorri, que nem uma idiota, pra tela do computador, achando que estava sorrindo pra vocês, como se estivesse conversando por Skype. Mal sabem o Ettore Valente, Mário Broering e Marco Caramelli o quanto eu ri com as pessoas estúpidas e geniais que vocês são, o quanto eu me emocionei por me dar conta de que eu tive a sorte de conhecer vocês. Mal sabem que, quando eu vi que o vídeo estava acabando, que a mini barra azul estava chegando no canto direito da tela, tudo que eu quis é que ela voltasse. Eu quis que o vídeo continuasse pra sempre. Quis parar a minha vida naquele instante momento, porque eu não tenho como não amar essas pessoas da minha vida com todo o meu coração. Não tenho como me esquecer dessas pessoas.
Como é que eu vou conseguir ouvir Heartbeats de novo sem ver a Lara, o Renato, o Roubicek, o Johnny, o Lucas, o Angelo, a Camila, a Elisa, a Roberta, o José, a Giovanna, o Pê, o Marcos Bo, e tantos outros passarem como um filminho na minha cabeça, assim como passaram em fotos nos últimos minutos do vídeo. E a cada foto eu sentia os músculos do meu rosto se contraindo e eu chorando mais e mais. E sentia a dor de partir, a dor de não poder abraçar meus amigos por um bom tempo. A dor da saudade. "Quando a gente pensa em saudade, a gente pensa em Sofia", a Helo disse. Acho que quando eu pensar em saudade, vai me vir tantos rostos sorridentes. Vai me vir, acima de tudo, o amor incondicional que eu sinto pelos brasileiros que vivem no meu coração.
Sabe, a maioria das pessoas no vídeo falou sobre a oportunidade incrível que eu estou tendo, ir pra Bósnia-Herzegovina, conhecer gente do mundo inteiro... "Quando a gente fala que tem uma amiga indo pra Bósnia, tem que ser a Sofia. Porque, sei lá, Sofia, você é muito Sofia!", a Clara disse. Mas a realidade é que ninguém se deu conta de que a melhor oportunidade que eu já tive na minha vida foi me deparar com tanta gente incrível. Foi a oportunidade de ser conquistada por tantas pessoas diferentes, com opiniões tão diferentes e com amores tão diferentes pra dar e receber. Foi a oportunidade que eu tive de estudar em dois colégios tão incríveis, com pessoas tão impressionantes e que me ensinaram tanto. Eu fico emocionada em saber que eu tenho um espaço aqui. Em saber que você não vai mais pegar ônibus usando shorts, Ligia, (me deixa bem mais tranquila). Em saber que nunca ninguém vai me substituir na mesa ao seu lado, Oli. Em saber que, pra você, Fragos, eu sou uma imagem do CISV.
Não dá pra mencionar todo mundo que fez parte desse vídeo. Cada um tão peculiar e tão fofo!!! Marco Cabral, Kátia Griecco, Raffaela Norcia, Luiza Medeiros, Luisa OpiceIsabela Rocha, Flora Pappalardo, Marina Ferraz, Gabriela GadottiFernanda Castro, Guilherme Ruiz (sendo pouco Gui com aquela roupa), Antonio Neves (você também é uma pessoa conversável! wtf haha), Luiza Tripoli, Victoria Afonso, Lucas Sumares, Daniel Pikman... Obrigada.
Também não tenho como não sentir falta de depoimentos, de ver a carinha de tantas pessoas especiais sorrirem pra câmera como se estivessem sorrindo pra mim. Mesmo vocês não tendo feito parte do vídeo, vou guardar tudo na memória. Ah, e não tive como não sentir falta de inúmeros amigos na festa.
No sábado, dia 11 de agosto, à noite, aconteceu a minha festa surpresa de despedida. Eu não tenho o que comentar sobre isso além de: obrigada. Obrigada aos organizadores, obrigada a quem apareceu e a quem não apareceu. Foi um dos melhores momentos da minha vida. Mesmo várias pessoas sabendo que eu detesto surpresas e, acima de tudo, detesto festas pra mim, eu me impressionei com a minha capacidade de me surpreender. Mais um momento na minha vida em que eu percebi o quão necessário é ser flexível.
Não dá pra descrever como foi a emoção de ver tantas pessoas da minha vida num mesmo lugar. Pessoas que não tem nada a ver umas com as outras, mas que, por algum tempo e de alguma forma, passaram pela minha vida e estão em um lugarzinho reservado no meu coração. Gente que eu não via a meses apareceu por lá! Foi tanta alegria andar pela casa da Bia e me deparar com um amigo, depois dar dois passos e me deparar com outro...
E Mário Broering, Pedro Dragone e Heloisa Prado, vocês são uns otários por terem me feito chorar. E, graças à falta de telão/projetor, as pessoas da festa não me viram com essa cara de otária, com olhos inchados, nariz entupido, um sorriso estampado no rosto, amor exalando por todos os poros e um aperto no coração. Essa sou eu.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

tijolos e um pouco de cimento

Parece que o tempo está passando tão rápido que não tem como controlá-lo. Passo o dia no Santa e o tempo voa. Parece que não tem tempo suficiente pra ver meus amigos o quanto eu queria, pra conversar sobre tudo que eu gostaria, pra rir o quanto eu desejaria. Catorze dias contados. Semanas intensamente programadas pra dar tempo de fazer as malas, de ver todos os amigos que eu quero ver, curtir um momento de "até logo". Porque não são despedidas, nem adeuses.
Meu tempo está contado. Hoje faltam exatamente duas semanas pra minha partida. E eu não sei... Só não sei... Porque tem uma parte de mim que quer ficar. A parte bem brasileira.
A parte de mim que gosta de um quarto só pra mim, no qual posso madrugar sem me preocupar em acordar alguém.
A parte de mim que adora deitar na minha cama e ficar encarando o mapa múndi na minha parede, sonhando com o dia ele que ele estará repleto de tachinhas verdes.
A parte de mim que adora o barulho que a Lolly, minha adorável tartaruga, faz quando nada e que, às vezes, me impede de dormir.
A parte de mim que adora ouvir álbuns de MPB no carro dos meus pais e cantar junto com a minha mãe e com a minha irmã.
A parte de mim que adora o frio brasileiro inexistente e o sol quente que dá pra sentir na pele.
A parte de mim que adora festas brasileiras, com as pessoas falando alto e rindo mais alto ainda.
A parte de mim que adora os almoços e jantares de infindáveis comemorações na casa dos meus avós (hmmmm, bacalhau e arroz cor-da-pele).
A parte de mim que adora passar a tarde no Santa Cruz, sem fazer nada além de deitar na grama ou sentar nas mesas de piquenique, ouvir um amigo tocar violão e conversar sem papas na língua.
A parte de mim que adora se expressar poeticamente, que gosta de pensar, de discutir e, acima de tudo, aprender. Mas tudo isso na língua que eu domino: o Português, bela língua materna.
A verdade é que essa parte de mim é muito forte. E é óbvio que essa parte não vai morrer. Ela vai continuar vivinha dentro de mim, porque essa aqui é minha terra. Meus amigos, eu sei quem são. Minha família, eterna.
E eu já me convenci de que não vou perder nada. Meus amigos costumam dizer "você vai perder o terceirão" ou "você vai perder a formatura" ou ainda "você vai perder a viagem pra Porto!", e aí eu digo: eu não vou perder coisa nenhuma. Eu só não vou viver essas coisas aqui, como eu sempre esperei que fosse. Vou viver outras coisas. Tão diferentes que eu não consigo nem imaginar. Vou passar por situações que eu nunca passaria aqui. E não vou perder porque, além de tudo, não se dá pra perder algo que você nunca teve.

Os tijolos estão sendo colocados um em cima do outro. Parece que as coisas estão realmente se erguendo diante de mim. Recebi um e-mail hoje. Estarei morando em Musala, a residência no lado muçulmano de Mostar, pelos próximos 10 meses, no segundo andar, no quarto número 4, com uma bósnia e uma tcheca.


Agora você já sabe onde me achar. (?)

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

novo (parte 3)

A verdade e a velocidade
Dissipadas pelo vento e pela minha obsessão pela liberdade.
Lombriga e vísceras dilatas.
Gastrite, úlcera, fome:
                                    Barriga
Neve, gelo, drink no verão brasileiro:
                                                         Frio
"Cubra a barriga pra não ficar doente!"

Novo errante


e
                                                                                                                distante
                                                               
Temporalmente veloz. Pra onde ele foi? Pra onde fomos? Por onde iremos?
Que medo... Medo da fórmula.
De cálculos, contas, erros, acertos. Ai, donas Exatas!

Pra onde vou....? Nem eu sei.
E esse novo coberto por neve, por frio...
Por glória manchada de sangue.
Por derrota manchada de passado.


No meio de tudo isso, um grito: "Cadê a minha voz?"
Exacerbação.

Velho:
Novo
Novo (parte 2)

terça-feira, 31 de julho de 2012

aquele momento em que... #1

... sua irmã, que acabou de entrar em casa, vê você indo na cozinha buscar alguma coisa pra comer e te pede pra parar, aparecendo, logo em seguida, com um pacote de Calipso em mãos. Um pedido de desculpas por uma carona não dada. E aí um longo abraço de saudade prévia. Porque eu sei que vou ter muita saudade de uma querida artista que encheu seus olhos de lágrimas.
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

oi e tchau - UWC brasil

Segundos anos brasileiros? Ah, os meus são excelentes. Na sexta-feira e no sábado (27 e 28 de julho), aconteceu o Bota-Fora da UWC Brasil, no qual conheci 7 dos meus 10 segundos anos, cada um deles especial à sua própria maneira. Conheci também 2 terceiros anos incríveis e 2 quartos anos fofíssimas!
Já estou até sentindo falta da Amanda dançando como uma verdadeira latina, da risada do Ricardo (recebendo cócegas da Júlia), do sotaque e da capacidade de falar e falar sem parar da Raísa, do carinho adotivo da Mariana, do jeito absurdamente engraçado da Silvinha, da timidez e da disposição da Lud, dos abraços e do jeitinho de falar da Kelly... Sem falar de ficar ouvindo o João, meu terceiro ano, repetindo váaaarias vezes pros meus segundos anos "aproveita que já tá acabando..."
É outra coisa ouvir sobre a vida nos colégios da boca de alguém que esteve por lá recentemente. E agora a animação está crescendo! Mas agora falta um brasileiro pra me contar sobre o meu colégio...
Fiquei impressionada com o jeito que nós, primeiros anos, fomos recepcionados. Pude sentir um pouquinho da família UWC, de como essa é uma comunidade linda, calorosa e receptiva! Foi triste me despedir deles. Foi triste me despedir da Isa, minha linda co-ano, guerreira pioneira em Maastricht, que passou uns dias aqui em casa. Não sei quando vou vê-la novamente ou se vou vê-la algum dia... Mas é isso aí, a UWC também é sobre despedidas...


Em Paraisópolis - Luiza (LPC 2009-2011) no ukulele,
Amanda (LPC 2011-2013) na viola e Julia na dança

UWCers Brasileiros comemorando os 50 anos do UWC!

Geração 2011-2013 (-3) e Geração 2012-2014 (-5)

Co-anos lindos: Gregório (UWCAd), Clara (MUWCI), Julia (UWC-PC) e eu!


quinta-feira, 26 de julho de 2012

alguns sorrisos que me foram roubados...

Caminhando na Paulista, indo de volta pra casa, me deparei com um som encantador. Era uma mulher tocando um violão amplificado e uma gaita. Ela tinha uma plateia no meio da calçada da Avenida Paulista, em plena noite. Sua música me deu um beliscão e, em vez de me acordar, fez-me sonhar. Fui invadida por uma paz e fui obrigada a sorrir.
Três amigos estavam parados na calçada, um pouco mais a frente, por onde passei. Eles tinham um cartaz de cartolina, no qual se lia "se você acha que a vida vale a pena, nos dê um abraço". Todas as pessoas que passavam por eles recebiam um chamado, um pedido de carinho e de amor. Peguei-me sorrindo.
Era terça-feira e eu voltava pra casa depois de um dia estressante. Mas a paz me tomava e eu conclui que existe, sim, amor em SP.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

semana becky bloom

Quando eu tinha 13 anos, li todos os livros possíveis sobre a Becky Bloom. Pra quem não sabe, é a história fictícia de uma personagem cômica que é viciada em compras (shopaholic). Um tempo depois, lançaram o filme, que é, por sinal, bem fraco. Mas o livro... É hilário. Eu gostava muito do estilo de escrever da Sophia Kinsella. Ela escrevia pra um público mais velho. Tenho quase certeza de que, se eu lesse esses livros hoje em dia, eu os odiaria. E eu achava muito engraçado ver como a Becky Bloom se torturava pra tentar evitar comprar as coisas.
A diferença entre eu e a Becky é que eu simplesmente detesto fazer compras. Eu acho que sempre detestei. Essa semana, saí todos os dias com a minha mãe para comprar alguma coisa para a minha viagem. Todo um enxoval de calcinhas, meias, sutiãs, calças, casacos... Porque tudo que eu tinha estava velho e destruído (falta de tempo para compras), além de que eu precisava comprar roupa de frio (Frio? O que é isso?). 
Pois é, neva em Mostar. Eu já estou aqui congelando no inverno de São Paulo (tem inverno em SP?), com 8ºC nessa manhã. Imagina o inverno de Mostar. Imagina o frio da neve... Caminhar pro colégio, cedo de manhã, no inverno... Terrível.
Pior é que eu acho que não há roupa que me esquente o suficiente pra eu não passar frio. O frio europeu será torturante. Quando eu paro pra pensar, agradeço muito o comitê por não ter me selecionado para uma bolsa no RCN. Acho que não aguentaria...
Mas é isso. Roupas compradas. Só falta sapato pra neve, mas acho que isso eu vou ter que comprar por lá mesmo. O mais engraçado é que os sapatos são fabricados aqui no Brasil, mas é muito mais fácil encontrar e comprar por lá. Agora, a pergunta que não quer calar é: vai ter o meu tamanho por lá?!
Semana Becky Bloom chegando ao seu fim. Chega de compras, não aguento mais.

domingo, 8 de julho de 2012

cisviando

Hoje faz exatamente um ano que eu fui para o México, para Queretaro, para A Piece 4 A Change Summer Camp. Aquele julho foi incrível, um dos melhores. Foi quando conheci Emma e tantas outras pessoas incríveis.
A Emma é uma adorável sueca de Gothenburg (sim, aquela cidade onde várias pessoas estão agora por conta da GothiaCup) que tem belos olhos, um grande sorriso e é uma grande amiga. Acho que levei um susto quando ela disse que viria para o Brasil em julho de 2012. Pela terceira vez. Mas é claro que fiquei feliz e disse que ela teria que ficar em casa.
De terça até hoje, fizemos muitas coisas. Meus amigos tiveram o prazer de conhecê-la e ela teve o prazer de conhecer meus amigos. Pude mostrar um pouquinho de São Paulo para ela e não sei dizer quem de nós duas está mais entusiasmada para o Village no Rio, do qual ela vai participar, que começa amanhã.
Experiências cisvianas. Nada como passar 5 dias com uma amiga sueca na sua casa.
Hoje, fomos ao Open Day do Kury Village, que está acontecendo em Santa Branca, SP, no Sítio Santa Eufrásia. Só estando lá eu pude perceber a falta que um programa de CISV faz nas minhas férias. Mas a verdade é que o CISV é mais do participar dos acampamentos e mais do que participar do Junior Branch. Costumamos dizer que o CISV é um estilo de vida. Talvez seja a loucura dos energizers ou a fervura na hora das discussões. Mas além disso, o CISV inclui ajudar para que os acampamentos possam acontecer e também estar sempre recebendo gente na sua casa e mostrando um pouquinho do seu país.
O Open Day foi incrível e me fez perceber mais uma vez que estou abrindo mão de ser JC. E mais uma vez eu me pergunto se 2 anos de UWC não serão muito mais emocionantes e transformadores do que acampamentos de CISV. Sem querer subestimar o último, mas uma convivência tão intensa quanto a que eu terei em Mostar não acontece em um mês de acampamento. Talvez eu esteja enganada. Todas as minhas experiências de acampamentos de CISV me mostraram o quão rápido alguém pode se tornar parte da sua família e o quão transformador um mês ou dois podem ser para alguém.
Ser um JC é o sonho de muitas crianças que retornam de seus Villages e, sem qualquer dúvida, é o meu desde dezembro de 2006. Perceber que eu estou abrindo mão desse sonho me fortalece. Às vezes e na maior parte do tempo, é necessário abrir mão de inúmeras coisas para se conseguir outras. Daqui a um mês e poucos dias, estarei embarcando para uma experiência doida da qual eu não faço a menor ideia do que virá. Que venha.


Isa, Neves, eu e Emma no Parque Villa Lobos